The pandemic has dominated our lives again for another year. Wearing face masks, frequent hand-washing, physical distancing and limiting social interaction have protected populations and health care systems. Although these restrictions have helped keep health workers safe, they have also made the role more complex. How do you communicate effectively from behind a face mask? How do you comfort the person you are caring for when you are discouraged from touching them? How do you reach people when they are isolating at home? How do you support one another when you can’t meet and talk together?  

Our health services have continued to face issues they had never contemplated and discovered solutions they had never before considered, cared for their communities even when suffering their own personal trauma and worked harder than ever to cover sick workmates to ensure health care remained available. We give thanks for the daily efforts of every individual involved in our health care services. Your compassion and respect in your daily interaction with those in need and with each other brings to life our mission to be the hands and feet of Jesus, expressing his love in the world. 

At the beginning of the pandemic, there were hopes it would be a common denominator capable of bringing the world together. So far, this hope remains unfulfilled. As 2021 drew to a close, the heads of the International Monetary Fund, World Bank Group, World Health Organization and World Trade Organization were still working hard to accelerate accessibility and use of COVID-19 vaccinations in low and lower middle income countries where vaccination rates remain very low. 

The urgency of these efforts is reflected in our own experience. In Australia and Argentina, more than 70% of the population is double vaccinated and a third-dose booster program has begun, while in Eswatini and Guatemala a little over a quarter of the population have received two doses and, in Ethiopia, only 1.3%[1]. For us, these are not just numbers on a page but represent real people in the communities we are serving. The IHC has recently established an advocacy working party to explore how we can use our experience to contribute to local and international vaccination advocacy efforts to complement the direct care services provided on the ground. 

We have also taken the first tentative steps towards etablishing a program of excellence in cervical cancer, thanks to Professor Raviglione’s involvement in a research project to be conducted in Eswatini. Despite cervical cancer being curable if diagnosed and treated early, it is the most common cause of cancer death in women in sub-Saharan Africa. Preliminary work conducted at the University of Milan demonstrated the virus that causes cervical cancer can be detected in urine, thereby avoiding all the technical and cultural issues associated with traditional pap smear screening. It is hoped the use of a dried urine spot sample in this operational research project will make access to cervical cancer screening and treatment much more widely available, thereby avoiding deaths.  Primary prevention through immunisation is also on our advocacy agenda.

Whilst our efforts remain humble in face of the overwhelming need, as Pope Francis reminded us in his homily at Midnight Mass: “God does not rise up in grandeur, but lowers himself into littleness. Littleness is the path that he chose to draw near to us, to touch our hearts, to save us and to bring us back to what really matters.” May this message remain our touchstone in the year ahead.

Cath Garner
Chair, International Health Commission


[1] See https://ourworldindata.org/covid-vaccinations

Healthy Families program, a comprehensive program attended through the psychology area of the San José Dispensary in Guatemala

Novamente e por mais um ano, a pandemia dominou nossas vidas. O uso de máscaras faciais, a lavagem frequente das mãos, o distanciamento físico e a limitação da interação social protegeram as populações e os sistemas de saúde. Embora essas restrições tenham ajudado a manter os profissionais de saúde seguros, elas também tornaram o papel mais complexo. Como você se comunica efetivamente por trás de uma máscara facial? Como você conforta a pessoa de quem está cuidando quando está desencorajado a tocá-la? Como você alcança as pessoas quando elas estão isolando em casa? Como vocês se apoiam quando não podem se encontrar e conversar?  

Nossos serviços de saúde continuaram enfrentando problemas que nunca haviam contemplado e descobriram soluções que nunca haviam considerado antes, cuidaram de suas comunidades mesmo quando sofreram seu próprio trauma pessoal e trabalharam mais do que nunca para cobrir colegas de trabalho doentes para garantir que os cuidados de saúde permanecessem disponíveis. Agradecemos os esforços diários de cada indivíduo envolvido em nossos serviços de saúde. Sua compaixão e respeito em sua interação diária com os necessitados e uns com os outros dam vida à nossa missão de ser as mãos e os pés de Jesus, expressando seu amor no mundo.  

No início da pandemia, havia esperanças de que seria um denominador comum capaz de unir o mundo. Até agora, essa esperança permanece não cumprida. À medida que 2021 chegava ao fim, os chefes do Fundo Monetário Internacional, do Grupo Banco Mundial, da Organização Mundial da Saúde e da Organização Mundial do Comércio ainda estavam trabalhando duro para acelerar a acessibilidade e o uso das vacinas COVID-19 em países de baixa e média renda, onde as taxas de vacinação permanecem muito baixas. 

A urgência desses esforços se reflete em nossa própria experiência. Na Austrália e Argentina, mais de 70% da população está duplamente vacinada e um programa de reforço de terceira dose foi iniciado, enquanto em Eswatini e Guatemala pouco mais de um quarto da população recebeu duas doses e, na Etiópia, apenas 1,3% . Para nós, esses não são apenas números em uma página, mas representam pessoas reais nas comunidades que atendemos. O IHC estabeleceu recentemente um grupo de trabalho de advocacia para explorar como podemos usar nossa experiência para contribuir com os esforços locais e internacionais de advocacia de vacinação para complementar os serviços de assistência direta prestados no local. 

Demos também os primeiros passos para estabelecer um programa de excelência em câncer do colo do útero, graças ao envolvimento do professor Raviglione em um projeto de pesquisa a ser realizado em Eswatini. Apesar do câncer do colo do útero ser curável se diagnosticado e tratado precocemente, é a causa mais comum de morte por câncer em mulheres na África Subsaariana. Trabalhos preliminares realizados na Universidade de Milão demonstraram que o vírus que causa o câncer do colo do útero pode ser detectado na urina, evitando assim todos os problemas técnicos e culturais associados ao exame de Papanicolau tradicional. Espera-se que o uso de uma amostra de urina seca neste projeto de pesquisa operacional torne o acesso ao rastreamento e tratamento do câncer do colo do útero muito mais amplamente disponível, evitando assim mortes. A prevenção primária por meio da imunização também está em nossa agenda de advocacia.

Embora nossos esforços permaneçam humildes diante da necessidade esmagadora, como o Papa Francisco nos lembrou em sua homilia na Missa da meia-noite: “Deus não se eleva na grandeza, mas se abaixa na pequenez. A pequenez é o caminho que ele escolheu para se aproximar de nós, tocar nossos corações, nos salvar e nos trazer de volta ao que realmente importa”. Que esta mensagem continue sendo nossa pedra de toque no próximo ano.




La pandemia ha vuelto a dominar nuestras vidas un año más. El uso de mascarillas, el lavado frecuente de las manos, el distanciamiento físico y la limitación de la interacción social han protegido a la población y a los sistemas sanitarios. Aunque estas restricciones han ayudado a mantener la seguridad de los trabajadores sanitarios, también han hecho que su función sea más compleja. ¿Cómo se puede comunicar eficazmente desde una máscara? ¿Cómo reconfortar a la persona a la que se atiende cuando se le impide tocarla? ¿Cómo llegar a la gente cuando se aísla en casa? ¿Cómo se apoyan unos a otros cuando no pueden reunirse y hablar juntos?  

Nuestros servicios sanitarios han seguido afrontando problemas que nunca habían contemplado y descubriendo soluciones que nunca habían considerado, han atendido a sus comunidades incluso cuando sufrían sus propios traumas personales y han trabajado con más ahínco que nunca para cubrir a los compañeros de trabajo enfermos y garantizar la disponibilidad de la asistencia sanitaria. Damos las gracias por el esfuerzo diario de cada persona que participa en nuestros servicios de asistencia sanitaria. Su compasión y respeto en su interacción diaria con los necesitados y con los demás da vida a nuestra misión de ser las manos y los pies de Jesús, expresando su amor en el mundo.  

Al principio de la pandemia, se esperaba que fuera un denominador común capaz de unir al mundo. Hasta ahora, esta esperanza sigue sin cumplirse. Cuando el año 2021 llegó a su fin, los responsables del Fondo Monetario Internacional, el Grupo del Banco Mundial, la Organización Mundial de la Salud y la Organización Mundial del Comercio siguen trabajando intensamente para acelerar la accesibilidad y el uso de las vacunas contra el COVID-19 en los países de renta baja y media baja, donde las tasas de vacunación siguen siendo muy bajas. 

La urgencia de estos esfuerzos se refleja en nuestra propia experiencia. En Australia y Argentina, más del 07% de la población está doblemente vacunada y se ha iniciado un programa de refuerzo de la tercera dosis, mientras que en Eswatini y Guatemala poco más de un cuarto de la población ha recibido dos dosis y, en Etiopía, sólo el 1,3%[1]. Para nosotros, estos no son sólo números en una página, sino que representan a personas reales en las comunidades a las que servimos. El IHC ha creado recientemente un grupo de trabajo de promoción para explorar cómo podemos utilizar nuestra experiencia para contribuir a los esfuerzos locales e internacionales de promoción de la vacunación para complementar los servicios de atención directa prestados sobre el terreno. 

También hemos dado los primeros pasos para establecer un programa de excelencia en cáncer de cuello uterino, gracias a la participación del profesor Raviglione en un proyecto de investigación que se llevará a cabo en Eswatini. A pesar de que el cáncer de cuello de útero es curable si se diagnostica y trata a tiempo, es la causa más común de muerte por cáncer en las mujeres del África subsahariana. Los trabajos preliminares realizados en la Universidad de Milán demostraron que el virus que causa el cáncer de cuello de útero puede detectarse en la orina, evitando así todos los problemas técnicos y culturales asociados a la tradicional prueba de Papanicolaou. Se espera que el uso de una muestra de orina seca en este proyecto de investigación operativa haga que el acceso a la detección y el tratamiento del cáncer de cuello de útero sea mucho más amplio, evitando así muertes.  La prevención primaria a través de la inmunización también está en nuestra agenda de promoción.

Mientras nuestros esfuerzos sigan siendo humildes ante la abrumadora necesidad, como nos recordó el Papa Francisco en su homilía de la Santa Misa de Nochebuena: ” Dios no cabalga en la grandeza, sino que desciende en la pequeñez. La pequeñez es el camino que eligió para llegar a nosotros, para tocarnos el corazón, para salvarnos y reconducirnos hacia lo que es realmente importante.”Que este mensaje siga siendo nuestra piedra de toque en el año que comienza.

[1] Ver https://ourworldindata.org/covid-vaccinations


La pandemia ha dominato le nostre vite un altro anno. L’uso di mascherine, il lavaggio frequente delle mani, il distanziamento fisico e le interazioni sociali limitate proteggono le popolazioni e i sistemi sanitari. Sebbene queste restrizioni contribuiscano a tenere al sicuro gli operatori sanitari, è vero anche che rendono il ruolo più complesso. Come comunichi efficacemente, dietro a una mascherina? Come conforti la persona di cui ti prendi cura, quando sei titubante nel toccarla? Come raggiungi le persone, quando sono isolate in casa? Come ci si sostiene a vicenda, quando non ci si può incontrare per parlare?

I nostri servizi sanitari continuano ad affrontare problemi mai contemplati e a trovare soluzioni mai considerate prima, si prendono cura delle loro comunità anche quando subiscono un trauma personale e lavorano più duramente che mai per coprire i colleghi malati e garantire che l’assistenza sanitaria resti fruibile. Ringraziamo per gli sforzi quotidiani ogni persona coinvolta nei nostri servizi sanitari. La vostra compassione e il rispetto nell’interagire quotidianamente con i bisognosi e tra di voi fanno vivere la nostra missione di essere le mani e i piedi di Gesù ed esprimere il Suo amore nel mondo.

All’inizio, si sperava che la pandemia sarebbe stata un denominatore comune in grado di unire il mondo. Finora, questa speranza rimane disattesa. Mentre il 2021 volgeva al termine, i capi del Fondo Monetario Internazionale, del Gruppo della Banca Mondiale, dell’Organizzazione Mondiale della Sanità e dell’Organizzazione Mondiale del Commercio lavoravano ancora duramente per velocizzare l’accessibilità e l’utilizzo delle vaccinazioni COVID-19 nei paesi a reddito basso e medio-basso in cui il tasso di vaccinazione rimane limitato.

L’urgenza di questi sforzi si riflette nella nostra esperienza. In Australia e Argentina, a più del 70% della popolazione è stata somministrata la seconda dose ed è iniziato un programma di richiamo con la terza dose, mentre in Eswatini e Guatemala poco più di un quarto della popolazione ha ricevuto due dosi e, in Etiopia, solo l’1,3%. [1] Per noi, questi non sono solo numeri su una pagina: rappresentano persone reali nelle comunità che stiamo servendo. L’IHC ha recentemente istituito una commissione di sostegno per valutare come poter sfruttare la nostra esperienza per contribuire agli sforzi locali e internazionali in difesa della vaccinazione che integrano i servizi di assistenza diretta forniti sul campo.

Abbiamo anche compiuto i primi timidi passi verso l’istituzione di un programma di eccellenza per il tumore della cervice, grazie al coinvolgimento del professor Raviglione in un progetto di ricerca da condurre in Eswatini. Sebbene il tumore della cervice sia curabile se diagnosticato e trattato per tempo, è la causa di morte oncologica più comune tra le donne dell’Africa subsahariana. Un lavoro preliminare condotto presso l’Università degli Studi di Milano ha dimostrato che il virus che causa il tumore alla cervice può essere rilevato nelle urine, evitando così tutte le problematiche tecniche e culturali legate al tradizionale pap test. Si spera che l’uso di un campione essiccato di urina, in questo progetto di ricerca operativa, renda maggiormente disponibile l’accesso allo screening e al trattamento del tumore della cervice, evitando così i decessi. La prevenzione primaria tramite l’immunizzazione è un punto all’ordine del giorno della nostra commissione.

Per quanto i nostri sforzi siano umili di fronte all’impressionante necessità, come ci ha ricordato Papa Francesco nell’omelia della Messa di Mezzanotte: “Dio non cavalca la grandezza, ma si cala nella piccolezza. La piccolezza è la via che ha scelto per raggiungerci, per toccarci il cuore, per salvarci e riportarci a quello che conta.”. Possa questo messaggio restare la nostra pietra miliare nell’anno a venire.

[1] Vedere https://ourworldindata.org/covid-vaccinations


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